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O CONUB - Conselho Nacional da Umbanda do Brasil - nasceu durante os mais de 100 diálogos intra-religiosos realizados na FTU - Faculdade de Teologia Umbandista entre várias lideranças umbandistas. Assinaram sua ata de fundação Pai Jamil Rachid - Presidente da União de Tendas do Brasil, Pai Cássio Ribeiro - Presidente da Federação de Umbanda e Candomblé de Diadema, Pai Joãozinho das Sete Pedreiras - Presidente do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo, Mãe Bete de Oxum, Mãe Vera de Yemanjá, Mãe Maria Aparecida - Presidente do Primado de Umbanda de São Paulo, Mãe Márcia Pinho - Presidente da Fundação Ycaraí, Pai Varela - Presidente da Federação Pai Tupinambá e Pai Demétrio - Presidente da Associação Paulista de Umbanda, entre outros.

Estamos estruturados nacionalmente através de uma diretoria e por coordenadorias regionais, que hoje alcançam todos os estados das Regiões Sul e Sudeste mais os estados do Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Pará e o Distrito Federal. Dentro de alguns desses estados temos ainda coordenações locais, como nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Todos os coordenadores estaduais estão devidamente identificados com nome, telefone e ou email. Clique aqui para conhecê-los.

Os princípios gerais sobre os quais se fundamenta a visão e as proposições defendidas pelo Conselho, expressos aqui de forma sintética, estabelecem que a diversidade de ritos e cultos praticados no movimento umbandista expressam a pluralidade, a qual nos remete à unidade.

Considera que cada uma das diversas escolas umbandistas - entendendo-se o termo "escolas" como a linha de transmissão da cultura e da vivência umbandística de um determinado grupo - tem visões particulares e reais do todo, mas que no momento não o representa individualmente ou o sintetiza, de maneira que o CONUB tem por finalidade consolidar-se em uma instituição que, sem discriminação de qualquer espécie nos aspectos religiosos, culturais e sociais:

a) promova a união, a vivência, a integração, a identificação e o levantamento de umbandistas em todo o território nacional;

b) respeite incondicionalmente a pluralidade de ritos e cultos existentes no movimento umbandista, com base no entendimento de que as escolas hoje existentes expressam verdades que levam ao todo, sem, contudo, sintetizá-lo;

c) divulgue, esclareça e conscientize os umbandistas da necessidade do respeito incondicional à diversidade e à pluralidade de ritos e cultos existentes em todo o território nacional, especialmente no sentido de que é impossível adotar uma determinada doutrina ou forma de entendimento da Umbanda sem consequentemente excluir a outra, descartando assim a possibilidade de codificá-la;

d) incentive a ampla divulgação e o debate da rica e diversificada doutrina umbandista por meio de publicações, conferências, reuniões, congressos, cursos, seminários, workshops, palestras e outras iniciativas semelhantes, não só entre suas várias escolas, como também em todos os demais segmentos da sociedade; e

e) promova uma cultura de paz entre as diversas religiões, incentivando o exercício dialógico nos aspectos espiritual, cultural, social, político e econômico, conciliando e reconciliando antagonismos e oposições de qualquer espécie.

Nossos princípios básicos, aqui sintetizados, fundamentam a nossa linha de atuação, a começar pela própria estrutura da instituição, que é horizontal e includente, refletindo a pluralidade não apenas doutrinária, mas também geográfica, ao contemplar representantes em quase todas as regiões brasileiras e com vivências do Sagrado distintas, plurais, como é a Umbanda, com base na premissa de que todos somos umbandistas.

Que os Orixás Guias e Protetores de nossa Umbanda possam abençoar a todos.

Contamos com sua participação.