Observatório de políticas públicas Combatendo as desigualdades e promovendo o respeito com as diferenças.
O CONUB compreende
a importância da participação do umbandista
nos centros de decisão de nosso país, o poder
público através de suas três vertentes:
executivo, legislativo e judiciáio. Compreendendo o
poder político como a posse dos meios que levam a produção
dos efeitos desejados, publicamos um trecho adaptado do artigo
da FTU (Faculdade de Teologia Umbandista) produzido por seu
reitor geral, F. Rivas Neto, que referenda a criação
deste observatótio de políticas públicas.
Nos últimos 40 anos a Umbanda vem sendo vítima de uma perseguição preconceituosa por vários setores da sociedade. Isto levou a muitos umbandistas de escol a pleitearem a necessidade de se ter representatividade nos vários setores da sociedade, inclusive, é claro, na política. Achamos justo pleitear-se uma melhor visibilidade e isonomia à Umbanda na sociedade e isto implica em elegermos candidatos umbandistas. Muitos, todavia não-umbandistas ou aproveitadores de última hora (não estamos falando de umbandistas de quatro costados que se lançaram com amor e fé nos pleitos eleitorais) lançaram-se como candidatos de umbanda, e se eleitos jamais se lembraram de sua fé, se é que tinham, ou suas funções ficaram reduzidas a conseguir este ou aquele logradouro público para os eventos umbandisticos e só. Para isto não precisamos deles, pois Câmara dos Vereadores, Assembléia Legislativa, Câmara dos Deputados são de uso público, independem de pedidos dos nobres legisladores. O mesmo acontece com relação a cessão de estádio aberto, ginásio fechado etc, pois também são públicos. Com isto quisemos afirmar que além das reivindicações umbandistas, o candidato precisa ter um projeto amplo para a sociedade, pois aí demonstraremos que nos interessamos pela melhoria do homem e de sua qualidade de vida, independente de ser umbandista. O corporativismo (etnocentrismo) é uma posição antipática perante a sociedade. O político que for eleito deve, como dissemos, ter um bom programa no aspecto cultural, social, político, econômico e religioso, que com certeza terá grandes chances de ser eleito. Teremos maiores chances de conquistar o legislativo, o executivo, só precisamos desta visão sócio-política, que de forma alguma se afasta de nossos princípios de fraternidade e solidariedade, ao contrário, consolida-os. Apesar de humilde e simples nossa gente, seja liderança ou base (que precisamos construir, pois temos líderes de quem e para quê?) é inteligente. Só precisamos ouvir a todos, mesmo os que são contrários à diversidade. Criação do Observatório de Políticas Públicas: Necessidade de atuação direta ou indireta no poder Legislativo, Executivo e Judiciário (pressão social) Como atuação direta nos referimos a umbandistas ocupando cargos nos poderes citados. Indireta, é que muitos umbandistas (talvez a maioria) tem receio e porque não dizer, vergonha de confessar sua fé; e muitos deles já ocupam posições de destaque nos órgãos citados. Por isso, mais uma vez, insistimos, que carecemos de verdadeiros esclarecimentos, sem cizânias estéreis, que beiram às raias do absurdo ou do non sense fundamentalista. Precisamos de união entre todos os umbandistas, sejam eles atuantes ou não. Acreditamos que haja muita desinformação, muito mito e fantasia sobre a Umbanda. A fantasia é pior que a realidade.Para sanar tal estado precisamos reunir, conversar fraternal e abertamente com todos. Há necessidade de lideranças, não como concorrentes, mas convergentes, caso contrário estaremos fadados ao descrédito, como vem acontecendo por parte de outros setores, esses sim interessados em concorrer conosco, o que é absurdo. Mais absurdo ainda é concorrência entre nós umbandistas. Será isto que desejam nossos Orixás, nossos Ancestrais Ilustres, sejam Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Baianos, Marinheiros, Boiadeiros, Ciganos, Linha do Oriente entre outros? Precisamos urgentemente pensar nestas e outras coisas inadmissíveis para a religião, mormente no início do 3º milênio – o milênio da espiritualidade. Avante irmão, esqueçamos e vençamos nosso ego, pensemos na Umbanda, na família planetária, que carece de fé, amor, verdade, sabedoria, caridade, solidariedade e, acima de tudo, seriedade. Alavancados na sociedade, enquanto não conseguirmos união plena, que nos faça exercer cargos políticos, necessitamos que as lideranças reúnam suas bases para promoverem pressão social, política e econômica. Muitos perguntarão, como? O projeto é muito simples: Formar comissões mistas de umbandistas de várias lideranças e suas respectivas bases para atuar: • nas associações de bairro • nas sub-prefeituras ou regionais • nas câmaras municipais • nas Assembléias Legislativas • na Câmara dos Deputados (nível nacional) • no Senado (nível nacional) • nos Ministérios do Executivo (nível nacional) O mesmo pode-se aplicar ao Poder Judiciário, e mesmo a outros setores do Estado ou Iniciativa Privada (pressão social) É algo que precisamos pensar, conversar com maturidade, com seriedade, esquecendo as desavenças pueris ou de personalismo inútil. Mas muitos perguntariam: não ficou claro a atuação das comissões mistas (de várias lideranças e suas respectivas bases), como atuariam? Simplesmente fazendo pressão, estando presente, fazendo-se vista. Com certeza, seremos notados se estivermos todos os dias nos locais citados, e isto pode ser feito na forma de rodízio, com a mesma intenção, a de fazer pressão social, política, que beneficie a sociedade como um todo, e nela a comunidade umbandista. Temos certeza que em reduzido espaço de tempo seremos chamados não só para opinar ou participar, mas ocuparmos cargos políticos no legislativo e no executivo. Óbvio que de forma apartidária e independente iríamos obter parcerias com partidos que mais próximos estejam de nossa ideologia. Qual seria nossa ideologia? A que nos ensina a Umbanda. Necessário se faz a atuação de um Conselho Nacional de Umbandistas, o CONUB, que trabalhando em conjunto com as federações e demais órgãos proporiam discussões sobre quais políticas atenderiam os anseios da Umbanda (particular) e de toda sociedade (universal). Envie sua crítica e sugestão sobre este tema através do e-mail dialogo@conub.org.br Outras sugestões serão bem-vindas! União e política já! Já estamos fazendo política, só restando contatar o Brasil todo. |